quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Poema: Lápide

 

Luís Vaz de Camões.

Poeta infortunado e tutelar.

Fez o milagre de ressuscitar

A Pátria em que nasceu.

Quando, vidente, a viu

A caminho da negra sepultura,

Num poema de amor e de aventura

Deu-lhe a vida,

Perdida.

E agora,

Nesta segunda hora

De vil tristeza,

Imortal,

É ele ainda a única certeza

De Portugal.

 

Miguel Torga, Diário XIII


TPC

1.       Neste poema sobre Camões,  em que Miguel Torga também se refere à vida do poeta e à sua obra, que era lida durante a ditadura, o sujeito poético compara o tempo de Camões – o final do séc. XVI –    com o tempo vivido durante a ditadura. Há semelhanças? Quais são?


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