terça-feira, 6 de junho de 2023
Fenómenos de Adição e Queda - processos fonógicos na evolução da língua portuguesa
segunda-feira, 29 de maio de 2023
Questão-aula digital - gramática e conto
quarta-feira, 17 de maio de 2023
Mais três poemas
1. Porque - de Sophia de Mello B. Andresen, na voz de Francisco Fanhais
Recursos Expressivos:
Anáforas-
Metáforas-
sábado, 6 de maio de 2023
Pedra Filosofal
Um poema lindíssimo do poeta António Gedeão sobre a necessidade de SONHAR. Sem ele, não teríamos ido à Índia, não teríamos descoberto como voar, como chegar à lua, nem a televisão, nem o computador, nem a internet, nem o carro, nem o telemóvel, nem poderíamos tratar certas doenças...e a Arte não evoluiria, nem a Ciência. Infelizmente, inventámos muitas armas e formas rápidas de destruição também. Basta ver como a guerra destrói hoje a Ucrânia...Gaza, o Líbano, o Irão, entre tantos outros países.
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
Análise formal:
Texto Expositivo para treino
Agora sobre as nuvens os subiam
As ondas de Neptuno furibundo;
Agora a ver parece que deciam
As íntimas entranhas do Profundo.
Noto, Austro, Bóreas, Áquilo, queriam
Arruinar a máquina do Mundo;
A noite negra e feia se alumia
Cos raios em que o Polo todo ardia!
Luís de Camões, Os Lusíadas,
edição de A. J. da Costa
Pimpão, Lisboa, IC-MNE,
2000, p. 277
1. Escreve um breve texto expositivo sobre
esta estância de Os Lusíadas.
O teu texto deverá integrar:
– uma parte introdutória em que insiras a
estância na estrutura interna da obra, explicitando a situação em que se
encontra o herói;
– uma parte de desenvolvimento em que
identifiques os elementos naturais referidos no segundo e no quinto verso e em
que expliques como a sua atuação se opõe ao objetivo do herói;
– uma conclusão em que relaciones os dois
últimos versos com o tom hiperbólico de toda a estância e o contributo desse
tom para a valorização do herói.
terça-feira, 2 de maio de 2023
Canto X - Chegada a Lisboa/Última Reflexão do Poeta
ÚLTIMA REFLEXÃO DE CAMÕES
Camões diz à Musa da poesia épica (Deusa Calíope) que está cansado e desmotivado e que não vai continuar a cantar…critica os seus contemporâneos que são ignorantes e não dão valor nem à sua História nem às Artes. Elogia o rei D. Sebastião e os seus vassalos – onde Ele também se inclui, com o seu saber e a sua experiência – referindo este Poema épico. Faz assim o seu autorretrato. Volta a dizer que acabou de escrever este Poema e que também poderá cantar os feitos de D. Sebastião, sobretudo os que se prendem com a conquista de locais estratégicos em Marrocos.
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Assiste, se tiveres dúvidas: https://www.rtp.pt/play/estudoemcasa/p7822/e536633/portugues-9-ano