sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Tempos verbais - revisões do Modo Conjuntivo

1. Conjuga o verbo cantar nos tempos simples e compostos do Modo Conjuntivo, no teu caderno. Lembra-te que este modo transmite uma ação hipotética que ainda não se realizou, talvez se realize, é um desejo (eu espero que, oxalá, talvez, desejo que, espero que, etc...)

Presente (desejam ou querem que) eu cante...

Futuro - (simples) Se/Quando...

             - (composto) 

Pretérito - Imperfeito - Se eu ...

Pretérito - Perfeito - Desejo que  eu tenha cantado

Pretérito - Mais que perfeito - Se eu tivesse cantado


quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Palavras convergentes e divergentes

 

https://estudoemcasaapoia.dge.mec.pt/recurso/palavras-divergentes-e-convergentes


'Estes dois conceitos relacionam-se com a história da língua. Consideram-se divergentes palavras que, tendo a mesma origem, ou o mesmo étimo, se distanciam quanto ao sentido, à grafia ou à fonética, como por exemplo óculo e olho, de oculu(m), clave e chave, de clave(m) ou rival e rio, de rivu(m).

Por seu lado, palavras com origem (ou étimo) distinta poderão aproximar-se. Neste caso estaremos perante palavras convergentes. A ocorrência mais comum é a das palavras homónimas, que se aproximam na grafia e na fonética, como canto da sala, de canthu(m), aresta, e canto do pássaro de cantu(um), canto. É costume incluir aqui também palavras como são, de sanum, saudável, e são, terceira pessoa do verbo ser.'


in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/palavras-convergentes-e-palavras-divergentes/19608# [consultado em 27-11-2024]


https://youtu.be/DOWLcsAruSg- sobre etimologia


terça-feira, 19 de novembro de 2024

História da Língua e exercícios sobre os processos fonológicos

 


1. Quais foram os povos que habitaram a península ibérica?

2. Escreve três palavras de origem celta.

2.O latim que influenciou a nossa línga foi o latim vulgar ou o latim erudito? Porquê?

3. Os bárbaros, afinal, não nos deixaram muitos vocábulos. Porquê? Escreve 3 palavras de origem bárbara.

4. E os muçulmanos? Que influência tiveram na nossa língua?

5. E depois dos Descobrimentos?

chávena, chá, leque, ganga, líchia - da China

 samurai, Karaté, sumo, aikido, tsunami,origami, karaoké, biombo, sushi e judo- do Japão

Yoga, shampô,canja, avatar,pijama, manga,caril, pagode- da Índia

bagunça, quiabo, bué, catinga,tanga, mochila, tagarela,sova,fungar, batucar,zangar, matutar, cachimbo, batuque,cachaça,corcunda,samba,búzio,




Processos fonológicos

https://pt.slideshare.net/slideshow/processos-fonolgicos-28560853/28560853

Resolve os exercíicos do manual- observa bem as páginas 7 e 75.

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

O Sapateiro- Texto expositivo treino

Acede e ouve a cena 5 . O Sapateiro representa a pequena burguesia. Repara nos seus símbolos cénicos.   

https://estudoemcasaapoia.dge.mec.pt/recurso/auto-da-barca-do-inferno-o-sapateiro


Auto da Barca do Inferno": o Sapateiro  - clica

Assiste à aula. Faz as atividades.

Que cómicos aí encontras? Dá exemplos.

Que símbolos cénicos traz e o que representam?


O aluno deverá redigir um texto bem estruturado em que: 

• identifica o espaço onde as personagens se encontram; 

• refere o destino da «viagem»; 

• explicita a intenção do Diabo ao dirigir-se ao sapateiro como «Santo sapateiro honrado» ; 

• refere o momento da ação. Por exemplo: o momento da partida das naus; 

• explicita o duplo sentido da palavra «carregado» ; 

• refere a razão pela qual o sapateiro considera que aquela não é a sua barca; 

• indica um dos argumentos utilizados pelo Diabo para condenar o Sapateiro;

 • explica a intenção crítica feita através da personagem Sapateiro, com base no conhecimento da obra.



 Proposta de resposta: 

As duas personagens- o Diabo e o Sapateiro-  encontram-se num cais, junto a um rio, e o destino da viagem é a «a terra dos danados» (verso 7), ou seja, o inferno. 

Ao dirigir-se ao Sapateiro como «Santo sapateiro honrado», o Diabo revela a intenção de troçar da personagem, através da utilização da Ironia. A palavra «carregado» assume, então, um duplo sentido, pois refere-se ao peso dos objetos com que o Sapateiro se apresenta em cena mas também à quantidade de pecados cometidos em vida (vem carregado de pecados). O Sapateiro considera que aquela não é a sua barca por se ter confessado e comungado antes de morrer, contudo o Diabo contra-argumenta ao afirmar que este roubara o povo, durante 30 anos.

 Concluindo, através da personagem-tipo, o Sapateiro, é efetuada uma crítica à corrupção de costumes na sociedade: a pequena burguesia, com o seu pequeno negócio, rouba os clientes e acredita nas palavras que a igreja transmite aos seus fiéis (crítica também à posição da igreja católica) . 

domingo, 20 de outubro de 2024

O Parvo- Joane

 https://estudoemcasaapoia.dge.mec.pt/recurso/auto-da-barca-do-inferno-o-parvo









 Argumentos de defesa

O Anjo defende o Parvo, destacando a sua simplicidade e afirmando que não errou / pecou por malícia.


O que representa a personagem-tipo? O que simboliza?

Com esta personagem, Gil Vicente não pretende criticar nenhuma classe social, mas sim tornar a peça menos monótona e criar um efeito cómico; representa os pobres de espírito.

Os Parvos têm, no teatro vicentino, uma função cómica, ocasionada pelos disparates que proferem. Assim acontece neste auto, embora, em certos passos, o Parvo se junte às personagens sobrenaturais para criticar os que pretendem embarcar e sirva, algumas outras vezes, de comentador.


Dentro do elenco de tipos sociais que desfilam neste auto, o Parvo é a única personagem que tem a ousadia de injuriar o Diabo e a única condenada a aguardar, no cais, vez para entrar no Paraíso, onde, segundo o Anjo, seguramente terá lugar, já que "em todos [seus] fazeres, / per malícia não [errou]". Pela "simpreza" (simplicidade, ingenuidade)que o isenta de pecado, o Parvo exprime, segundo Óscar Lopes, a "candura dos pobres de espírito na sua agressividade instintiva e injuriosa contra o Diabo e os pecadores orgulhosos" (cf. Lopes, Óscar - "O Sem-Sentido em Gil Vicente" in Ler e Depois, 3.ª ed., Porto, Ed. Iniva, 1970, pp. 79-80).